AMA participa da Semana dos Direitos Humanos do Colégio Augusto Meyer

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Na noite de 24 de agosto a AMA levantou algumas reflexões acerca de questões ambientais planetária e local, como parte das atividades promovidas pelo Colégio Estadual Augusto Meyer, de Guaíba, durante sua Semana dos Direitos Humanos.

Num panorama mais amplo foram abordados temas como os impactos ambientais da superpopulação, da vida nas cidades, do consumismo, da produção de carne e outros derivados de animais, do uso de agrotóxicos na agricultura, da mineração, da gestão inadequada dos resíduos sólidos, da produção de energia e do desmatamento.

Sobre as questões locais de Guaíba foram frisadas algumas conquistas da sociedade, através do movimento ambiental, tais como a restauração e o tombamento, junto ao IPHAE –
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado do RS, da Casa de Gomes Jardim, que junto com seu entorno cria o Sítio Histórico de Guaíba. Bem como do tombamento de bens como o Matadouro São Geraldo e a Ilha das Pedras Brancas, que ainda estão carentes de restauração e projetos que lhes traga ressignificação e vida. Também foi lembrada a criação da Unidade de Conservação Parque Natural Municipal Morro José Lutzenberger, que teve participação fundamental das escolas do município, e no momento encontra-se em fase de implantação. Foram apresentadas problemáticas que ainda têm que ser enfrentadas e solucionadas como a falta de coleta seletiva, a absurda poluição do Arroio Passo Fundo, o descaso com o Marco Farroupilha e o Mercado Público, e principalmente a diminuição da qualidade de vida em função da quadruplicação da planta de produção de celulose da CMPC – Celulose Riograndense.

O Colégio Augusto Meyer se localiza em um dos pontos mais impactados pelas emissões atmosféricas da CMPC, tendo em vista que a direção predominante dos ventos na região vai justamente da indústria em direção à escola, que está a cerca de 300 metros de distância da empresa. Estudantes das turmas de primeiro e terceiro ano do ensino médio que participaram das atividades, relataram que o ruído e o odor são constantes, e que sentem diversos sintomas tais como irritação de vias aéreas, ardência no olhos, dor de cabeça, e náusea, relataram também que se sentem aliviados com a parada prevista até novembro.

Além dos problemas, também foram apresentadas maneiras de como cada um pode se engajar e contribuir, através de processos que vão desde a mudança de hábitos pessoais (como um consumo consciente, a substituição de alimentos de origem animal, o apoio à agricultura local e orgânica, e a realização de compostagem doméstica), até a organização coletiva para agir em escalas mais amplas e ter voz e participação no planejamento e tomadas de decisão na cidade.

Alguns slides da apresentação:

Impactos ambientais da produção animal. Fonte: cownspiracy.com

Fonte da Foto: Jornal Nova Folha

Solicitação de tombamento ao IPHAE foi realizada pela AMA, PróCultura, ABA e AMBA

 

Figura demonstra um dos cenários simulados de dispersão atmosférica de NOX da CMPC. Fonte: EIA/RIMA, 2007

 

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