AMA participa de conferência ambiental na Escola Liberato Salzano

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Marcos Munhoz, integrante da AMA, palestra para alunos e professores

A Escola Municipal de Educação Infantil Liberato Salzano realizou, na terça-feira da semana passada, 5, a sua 3ª Conferência Ambiental. Durante todo o dia, os alunos apresentaram os conteúdos sobre meio ambiente que trabalharam no ano letivo de 2017 junto aos professores, abordando questões centrais do tema e associando à realidade local.

Entre eles, a separação e destinação correta de resíduos, conceitos sobre reciclagem, práticas que podemos incorporar em nossas rotinas para consumir menos energia elétrica e água potável, bem como as peculiaridades dos solos e a necessidade de o ser humano aprender a respeitar todas as outras formas de vida que habitam o nosso planeta. O Arroio Passo Fundo (APF), curso hídrico vizinho da escola e que há muito sofre com a degradação, recebeu atenção especial.

Logo na entrada do prédio da escola, o visitante já era impactado por cartazes que reproduziam mensagens sobre os temas ambientais e trabalhos artesanais dos alunos que faziam referência ao cuidado com a natureza, comprovando o envolvimento dos pequenos estudantes com a temática trabalhada.

Cartazes confeccionados pelos alunos alertavam para a necessidade de cuidarmos da natureza

– A importância desse tipo de evento está relacionada à sensibilização dessas crianças e dos pais dela, de toda a comunidade. Conhecemos o arroio no tempo em que estava limpo, as pessoas pescavam nele, tomavam banho, e hoje é um córrego que as pessoas nem fazem questão de ver que existe, parece invisível – comentou a diretora Miriam Andrade, reforçando a importância da atividade para os 86 alunos atendidos, que têm entre 4 e 6 anos.

Arroio Passo Fundo

A Associação Amigos do Meio Ambiente (AMA) foi convidada para fazer uma palestra sobre o Arroio Passo Fundo. O estudante de Gestão Ambiental e membro da AMA, Marcos Munhoz, apresentou aos alunos as características principais do APF, os 24 quilômetros de sua extensão, e destacou sobretudo que todos os dias a água jorra límpida de sua nascente, na região rural do município, e, após ser impactada por atividades humanas como agricultura, pecuária, indústrias, além de dejetos oriundo de residências sem tratamento de esgoto, chega em condições degradantes em sua foz.

Algumas ações para a recuperação do APF foram elencadas por Marcos e também sugeridas pela gurizada, que acompanhava atenta e participativa a atividade. Entre elas, a identificação e a medição de cada um dos responsáveis pela poluição, a recuperação da mata ciliar em toda a extensão e a busca pela conscientização de agricultores, pecuaristas, empresários e moradores da região. Ao final da palestra, os estudantes afirmaram em coro: “Somos todos Amigos do Meio Ambiente”.

Estudantes fizeram perguntas sobre o APF e sugeriram ações para combater a poluição

Além dos 86 alunos matriculados na Liberato Salzano, uma turma da escola Máximo Laviaguerre, instituição de ensino que também fica próxima ao APF, participou da Conferência. A professora Suzi Hein, que conduziu os estudantes, agradeceu o convite e destacou a relevância do tema e a necessidade de ele transcender os muros da escola, para chegar até as famílias dos alunos e se perpetuar em práticas e debates diários na vida de todos. “Sempre buscamos trabalhar a questão ambiental durante o ano todo. E realizar esse tipo de atividade nas escolas é de suma importância, pois é neste espaço educativo que se instiga a consciência ecológica”, apontou.

No encerramento da conferência, a diretora Miriam Andrade garantiu que os eventos sobre meio ambiente terão continuidade, sempre buscando despertar nos alunos, desde os primeiros anos, a consciência ambiental. “Estamos plantando sementes”, concluiu.

Monitoramento e recuperação

O Arroio Passo Fundo é o segundo mais poluído de toda a Bacia Hidrográfica do Lago Guaíba, ficando atrás apenas do Arroio Dilúvio, de Porto Alegre. A AMA produziu e apresentou à Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMAMA), em 2013, um amplo projeto de monitoramento, para dimensionar o impacto de cada uma das atividades poluentes para o curso hídrico e, a partir daí, elaborar um plano de recuperação do APF. Após não receber os recursos necessários no governo estadual, tampouco encontrando o apoio em empresas instaladas na região, o projeto não saiu do papel.

A entidade, no entanto, continua trabalhando em prol da recuperação do Arroio, através da Educação Ambiental e da pressão para que o poder público, produtores rurais, indústrias e órgãos de fiscalização ambiental façam sua parte. E parabeniza a iniciativa da direção, professores e alunos da Liberato Salzano, que se dispuseram a debater um tema ambiental tão importante e urgente em nosso município.

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