MORRO JOSÉ LUTZENBERGER

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Biodiversidade

Flora:

A vegetação do Morro destaca-se pela sua riqueza de espécies, tanto em ambientes de campo quanto de mata. A maior parte é constituída por formações florestais secundárias em diferentes estágios sucessionais, caracterizada como floresta estacional semidecidual (Mata Atlântica), e tem apresentado uma recuperação significativa nos últimos anos.
Há a presença de mais de 250 espécies nativas, onze delas ameaçadas de extinção. Entre estas, a canela preta (Ocoteacatharinensis), o butiazeiro (Butiaodorata) e o maracujá-mirim (Passiflora elegans). Além de duas espécies do gênero Ficus imunes ao corte. Registra-se abundante ocorrência de cactáceas, além de epífitas, como orquídeas e bromélias.

Fauna:

Inúmeras espécies de animais encontram abrigo e alimento no Morro. Entre os invertebrados, insetos como as borboletas e mariposas (lepidópteros) e besouros e joaninhas (coleópteros), dentre outros, e moluscos como o aruá-do-mato (Megalobulimusabbreviatus), o maior caracol terrestre nativo de nosso meio. Diversos vertebrados também habitam o local: anfíbios, répteis, aves e mamíferos. Entre os répteis: o lagarto de papo-amarelo (Tupinambismerianae) e a cascavel (Crotalusdurissus).
Da mesma forma, podemos destacar o gambá-da-orelha-branca (Didelphisalbiventris), além de morcegos e pequenos roedores como representantes dos mamíferos. Já o grupo da avifauna apresenta espécies residentes como o pica-pau-verde-barrado (Colaptesmelanochloros), beija-flor (Chlorostibonaureoventris), canário-da-terra (Sicalisflaveola), sabiá-laranjeira (Turdusrufiventris), pássaros de mata e bordas de mata como o vira-folhas (Sclerurusscansor), o pula-pula (Basileuterusculicivorus) e o sabiá-ferreiro (Turdussubalaris). Ainda registra-se aves de rapina, de presença mais rara em zonas urbanas, como o gavião-carrapateiro (Milvagochimachima) e o gavião-carijó (Rupornismagnirostris).

Geologia:

Sua geologia também é peculiar, caracterizada por rochas graníticas compostas por elementos químicos cristalizados a aproximadamente 20 km de profundidade, a partir de movimentos de placas tectônicas há cerca de 800 milhões de anos, fazendo parte do chamado Cinturão Dom Feliciano, uma cadeia de grandes montanhas que assumiram a atual geomorfologia após milênios de processos de intemperismo. Temos nestas rochas um testemunho da evolução geológica do planeta Terra.

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