PATRIMÔNIO E MEMÓRIA

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Matadouro

A construção remonta à década de 1920 e está associada ao ápice da indústria do charque no Rio Grande do Sul. Inaugurado no período em que o 9º Distrito de Porto Alegre, Pedras Brancas, emancipava-se e, integrado a outras localidades vizinhas, tornava-se Guaíba, a edificação impulsionou a economia local.
A região já era ponto de parada para o gado transportado pelos tropeiros, sendo produtora de charque e carne fresca há algum tempo. No início do século XX, com o aumento da demanda, tornou-se necessária a instalação de matadouros no local, e em 1905 foi fundado o matadouro municipal. Após o encerramento de suas atividades, em 1916, os irmãos Linck adquiriram uma área de 12 hectares no bairro Ermo.

Assim, em 1926, ano da emancipação de Guaíba, iniciou-se a obra do Matadouro São Geraldo. O projeto foi realizado provavelmente pelo arquiteto Christiano de la Paix Gelbert, que era funcionário da prefeitura de Porto Alegre, e o prédio foi concluído em 1927. Com maquinaria originária da Europa, era um dos estabelecimentos mais modernos do estado.
No matadouro produziam-se charque, salame, lingüiça, graxa para uso doméstico, sebo para as fábricas de sabão, chifres, cascos e cabelos para as fábricas de pentes e pincéis, materiais eram extraídos de suínos, ovinos e bovinos.

Além das atividades econômicas acima, no local também existia uma fábrica de adubos. O matadouro tornou-se um dos maiores do ramo e um dos mais importantes do estado, representando um período de prosperidade, diretamente relacionado com uma das principais atividades econômicas do Rio Grande do Sul.

Fechado em 1972, permanece desocupado até hoje, o que causou a deterioração progressiva da edificação. Foi tombado pela prefeitura de Guaíba em 1999 e pelo Governo do Estado no ano de 2012.

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